Uma falha de energia está a provocar esta sexta-feira constrangimentos em vários sistemas informáticos do Serviço Nacional de Saúde (SNS), obrigando ao adiamento de consultas e exames em hospitais e centros de saúde de todo o país. O sistema que permite a prescrição de medicamentos através de receita médica (Prescrição Eletrónica Médica) está em baixo desde a manhã desta sexta-feira, avançou a SIC e confirmou o Observador junto de fonte oficial dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS). Também o sistema que permite acesso aos processos clínicos dos utentes e a requisição de exames não funciona nos hospitais e centros de saúde, que são obrigados a fazer prescrições em papel e a adiar procedimentos agendados.
Em causa está uma falha de energia que afetou vários sistemas informáticos do SNS. “Esta manhã houve uma falha de energia que causou perturbações no acesso a alguns serviços e sistemas de informação que suportam a atividade do Serviço Nacional de Saúde”, explicam os SPMS, que garantem que os sistemas estão a ser progressivamente repostos.
A falha está a provocar constrangimentos em várias unidades do SNS, obrigando ao adiamento de consultas e exames, confirmou ao Observador o presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, Xavier Barreto.
Os sistemas informáticos estiveram a funcionar durante alguns minutos a meio da manhã mas já voltaram a ficar inoperacionais, segundo o presidente da APAH. Em causa estão falhas no sistema de Prescrição Eletrónica Médica e também no SClínico.
Também as farmácias estão a ser afetadas, estando impossibilitadas de dispensar medicamentos através de receitas eletrónicas do SNS.
“Neste momento existe uma falha do sistema informático a nível nacional nos cuidados de saúde primários”, disse à agência Lusa o secretário regional do Norte do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), Hugo Cadavez.
Falha no sistema informático do SNS colocou atividade dos hospitais em risco. Normalidade já foi restabelecida
A interrupção dos sistemas informáticos começou cerca das 8h50 e está a provocar constrangimentos significativos na atividade dos centros de saúde. O responsável explicou que os profissionais não conseguem consultar os processos dos doentes, aceder aos antecedentes clínicos, prescrever medicamentos ou requisitar exames complementares de diagnóstico.
Segundo os SPMS, os serviços e sistemas “estão a ser progressivamente repostos, esperando-se que regresse tudo à normalidade com a maior brevidade”.
Já em setembro do ano passado, os problemas informáticos afetaram o SNS. Na altura, o problema afetou a área das consultas em alguns hospitais e provocou limitações no processo informático de prescrição de medicamentos (PEM). Foram também registadas falhas no programa SClinico e no SIGA, de referenciação para consultas hospitalares.