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“Fui para o corredor com o telefone e, antes de conseguir perceber o que estava a acontecer, caiu tudo sobre a minha cabeça, o vidro… A porta rebentou.” O sangue seco ainda era visível no rosto de Olena Dniprovska quando a residente de Kiev fez o relato ao The Guardian na madrugada de terça-feira, com a capital ucraniana a ser atingida por violentos bombardeamentos russos. “Agora não tenho onde viver, o apartamento está completamente destruído. Não tem portas, nem janelas, nem varanda. Sai-se diretamente do quarto para a rua.”

Olena sobreviveu, ao contrário de outras 22 pessoas que morreram na sequência dos disparos de mais de 70 mísseis e 650 drones. Mais de 100 pessoas ficaram feridas, muitas outras, como Olena, desalojadas. Moscovo havia dito que “a paciência se esgotou” e prometeu ataques fortes, que agora se cumpriram.