Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
As notícias com Carlos Pedro. Muito bom dia, Jornal das 6 na Rádio Observador. A começar com o artigo de Cavaco Silva no Observador. O antigo presidente da República aconselha o primeiro-ministro a acelerar a reforma do Estado e a não ceder a burocratas. São eles que, de acordo com o antigo chefe de Estado, têm atrasado a reforma do Estado. Ao contrário do antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, as culpas não são associadas ao governo neste artigo de Cavaco Silva. Ainda assim, é deixado um aviso a Luís Montenegro: pede inteligência, discernimento e visão de futuro para acompanhar a determinação do ministro Gonçalo Matias. São palavras de Aníbal Cavaco Silva, que recupera um artigo que escreveu há 48 anos, no qual já alertava para essa necessidade. Acusa esses burocratas de procurarem satisfazer objetivos particulares de promoção pessoal. O antigo presidente da República diz também ser incompreensível que o próprio Tribunal de Contas seja um obstáculo para a reforma do Estado. Cavaco subscreve mesmo as críticas do constitucionalista Rui Medeiros, que apelida de "manifestação clara de corporativismo judicial" a posição do tribunal sobre a proposta do governo sobre a fiscalização prévia dos contratos públicos. Este artigo assinado pelo antigo presidente Cavaco Silva está disponível no site do Observador.
Falamos agora de polícias. Os sindicatos da PSP lamentam que o acordo feito com o governo esteja estagnado há dois anos. O acordo foi assinado em 2024 e tinha como objetivo o início das negociações sobre a tabela remuneratória, os suplementos e o estatuto profissional dos polícias. No entanto, volvidos dois anos, ainda está por concretizar. As negociações foram retomadas ontem com a presença do ministro da Administração Interna e no final do encontro, o presidente do Sindicato Nacional dos Oficiais de Polícia, Bruno Pereira, admitiu à Agência Lusa não ter visto grandes avanços no processo e ironiza: "Diria que é mais uma reunião, parece que andamos a fazer uma renovação de votos. Reunião após reunião, voltamos a dizer que queremos negociar um acordo que foi celebrado há dois anos, mas o que é certo é que, do ponto de vista material, temos um acordo que está por ver a luz do dia do ponto de vista de consequência negocial. E o que vemos é: andamos aqui reunião após reunião, a apresentar os problemas, a falar de uma programação quanto a essa mesma negociação, sem ver e sem tratar de forma, como digo, consequente, cada um dos assuntos."
Também o presidente do maior sindicato da PSP, ASP, não saiu feliz da reunião. Paulo Santos apela ao governo para que se concentre no mais importante: as tabelas remuneratórias. "Esta reunião pareceu-nos um pouco estranha, desde logo porque estávamos convencidos, pelo menos a parte da ASP, de que uma vez que já existe um acordo negocial assinado, um protocolo negocial, uma vez que existe um acordo que versa sobre as matérias que seriam discutíveis. O que o senhor ministro fez foi dizer que, à vontade, da parte dele, agendou mais três reuniões, mas eu acho que era importante da parte do governo centrar-se naquilo que é realmente importante, que são as tabelas remuneratórias, que são os suplementos." Paulo Santos e Bruno Pereira, dos sindicatos da polícia, no final do encontro de ontem com o ministro da Administração Interna, Luís Neves.
Na habitação, o ministro Miguel Pinto Luz pede que no futuro não se faça uma política de terra queimada. A expressão foi utilizada ontem pelo ministro das Infraestruturas na apresentação pública da recém-criada Fundação da Construção. Pinto Luz pede aos próximos governos que não descartem o que tem sido feito por preconceito ideológico.