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É uma paixão que não tem idades e é capaz de unir miúdos, graúdos e desconhecidos em torno de um bem maior: encontrar o cromo que tanto se procura. A febre das coleções internacionais tende a surgir de dois em dois anos, precisamente quando o futebol de clubes para e os jogadores deixam a sua rotina diária para se focarem num bem maior: representar o seu país ao mais alto nível nas melhores competições do planeta. É aí que os adeptos ganham um novo passatempo, que também é capaz de colocar em franja os mais nervosos, como se se tratasse de uma grande penalidade no último minuto. O ritual da camisola e do cachecol é trocado pela abertura da saqueta, pela incessante descoberta do que está no seu interior e pela tradição de colar o jogador no respetivo lugar, sempre com o cuidado e a atenção que o momento merece, para que não haja falhas.

A revolta chegou às coleções de cromos: Topps usou Mourinho para destronar a Panini, mas adeptos não estão contentes com a caderneta do Euro

Depois de, em 2024, a coleção de cromos do Campeonato da Europa se ter estreado na Topps, marca que, a partir de 2031, vai produzir a caderneta do Campeonato do Mundo, a febre dos cromos está de volta à Panini, que teve o condão de preparar a maior coleção de sempre. Corria o ano de 1970 quando a FIFA decidiu elaborar a primeira caderneta de cromos de um Mundial. Estávamos no México e a escolhida foi a Panini, que reuniu 270 cromos na sua primeira edição. Desde então começou uma longa ligação entre a entidade que tutela o futebol mundial e a empresa italiana, que vai terminar em 2030, ao cabo de 60 anos. Será a Panini a responsável por fazer a coleção da edição centenária, que vai passar por Portugal. Até lá, a empresa foi responsável pela produção de 15 coleções, ainda que nem todas tenham chegado a Portugal, algo que só aconteceu a partir do Mundial de Espanha, em 1982, e vinha com grandes dificuldades logísticas, dado que a Panini não tinha distribuidora em Portugal, tendo de fazer uma parceria com a Agência Portuguesa de Revistas. Atualmente, a Panini não tem sede no nosso país, com o mercado português a ser assegurado pela sucursal espanhola.