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As encomendas chegavam, muitas vezes, através de uma chamada telefónica. Nuno Ricardo atendia e eram definidos o “tipo, quantidade e qualidade do produto, preços, locais, horas de entrega”, refere a sentença do tribunal que julgou o caso Uber da Droga. As conversas duravam poucos segundos e era quase sempre usada “linguagem codificada” para referir a droga: MDMA, LSD, 2C-B, cetamina e cocaína eram, ao telemóvel, referidos como “bitola”, “o normal”, “coiso”, “saquinho” ou “aquilo”.

Na investigação que conduziu durante um ano, a PSP detetou transações entre a rede do Uber da Droga e os seus clientes em, pelo menos, 19 locais diferentes. O negócio acontecia na Grande Lisboa, fosse à porta de restaurantes, junto a centros comerciais, nas principais praças da cidade, em bares na zona da Costa da Caparica, na zona de festivais ou próximo de edifícios emblemáticos da cidade. E também em casa do próprio líder da rede.

A lista de clientes VIP do Uber da Droga que a PSP apanhou: atores, um atleta olímpico, funcionários da TAP e concorrentes de reality shows

O Observador mostra como a rede de tráfico do dealer dos famosos se estendia por “vários locais da cidade de Lisboa” e como os encontros entre Nuno Ricardo e os seus clientes eram combinados.