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As notícias com João Lourenço.

Muito bom dia. O Irão atacou bases militares dos Estados Unidos no Bahrein, Koweit e Jordânia. A Guarda Revolucionária Islâmica já reivindicou estes ataques, diz que é uma retaliação contra as ofensivas norte-americanas contra portos e ilhas no estreito de Ormuz. Num comunicado, a Guarda Revolucionária afirma ter lançado um ataque com drones contra a quinta frota dos Estados Unidos no Bahrein e contra a base de Ali Al Salem, no Koweit. Já na Jordânia, os militares norte-americanos disseram terem interceptado e abatido cinco mísseis. A operação resultou na queda de estilhaços, sem feridos ou danos materiais. Os ataques já provocaram alertas de ataques aéreos. As sirenes soaram no Bahrein e no Koweit. E esta é uma madrugada marcada por trocas de ataques no Médio Oriente. Ao início da madrugada, os Estados Unidos informaram que concluíram ataques de autodefesa contra o Irão, através da rede social X. O Comando Central Norte-Americano revelou que atacou sistemas de defesa aéreos iranianos e locais de radares de vigilância perto do estreito de Ormuz. As forças de Washington disseram que os ataques representam uma resposta proporcional às recentes ofensivas iranianas contra as forças americanas e navios internacionais em águas regionais. O mesmo centro de comandos norte-americanos refere que a ofensiva surge depois de Donald Trump ter responsabilizado o Irão de ter abatido um helicóptero norte-americano. Ao início desta noite, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano avisou todos os habitantes do Golfo Pérsico para abandonar a região. Abbas Aragchi deixa a garantia de que a Guarda Revolucionária Iraniana não vai deixar nenhuma ameaça ou ataque sem resposta. Em Portugal, o INEM está a falhar o tempo de resposta para os doentes emergentes, segundo o novo modelo de priorização dos pedidos de socorro, implementado no início de 2026. Estes doentes deveriam ser socorridos no período de oito minutos. No entanto, o tempo médio de resposta registrado entre janeiro e maio de 2026 é superior a 14 minutos. Ao Observador, o presidente do INEM reconhece que há melhorias a fazer na resposta aos casos. Luís Cabral aponta para algumas insuficiências no serviço como uma das justificações nos atrasos. O responsável do INEM adianta ainda que, no total de situações triadas como emergentes nos primeiros seis meses deste ano, apenas cerca de 60% dos casos foi cumprido o tempo máximo de oito minutos. Ouvido pelo Observador, o presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar não fica surpreendido com os números apresentados pelo INEM. Rui Lázaro revela que muitas ocorrências classificadas como emergentes ou muito urgentes apenas têm resposta mais de uma hora depois. Podem ler mais sobre este tema no site do Observador, no artigo Assinatura do jornalista Tiago Caeiro. E o PS anuncia que vai votar contra a autorização legislativa pedida pelo governo para criar a prestação social única. Esta medida deve substituir as 13 prestações sociais não contributivas. O governo pede ao Parlamento uma autorização para legislar sobre esta matéria, que é de competência exclusiva da Assembleia da República, através do líder parlamentar. Os socialistas afirmam que o pedido de autorização contempla opções que se afastam dos valores do Estado Social defendidos pelo PS, ou seja, não resta outra opção ao Partido Socialista senão chumbar este pedido. Já o Chega também já anunciou que vai votar contra. O mesmo desfecho deve ter o diploma de alterações ao Código do Trabalho. André Ventura insiste nas duas condições para dar luz verde, baixar a idade da reforma e fixar um valor máximo das pensões a pagar.