Jovem morre ao ser lançada de ponte sem corda de segurança em atividade radical no Brasil

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Uma jovem de 21 anos morreu neste sábado após ser lançada de uma ponte no estado de São Paulo sem corda de segurança durante uma atividade radical. A vítima participava de um grupo que iria praticar rope jump, modalidade que consiste em saltar de uma estrutura alta com corda e arnês. No entanto, por razões ainda sob investigação, os instrutores responsáveis não prenderam qualquer corda à jovem, lançando-a em queda livre de aproximadamente 40 metros de altura.

Vídeos dos momentos que antecederam a queda foram publicados nas redes sociais e acumulam milhares de compartilhamentos. Nas imagens, é possível ver a jovem sendo carregada até a borda da ponte por três funcionários da empresa de atividades radicais. Logo após ser lançada, uma pessoa alerta que ela não estava presa a uma corda, gerando pânico entre os presentes.

A corda que deveria estar amarrada à jovem estava no chão, visível nos segundos finais das filmagens, que foram entregues à polícia. De acordo com várias publicações, a vítima também usava uma câmera no momento da queda fatal, mas o dispositivo não foi recuperado pelas autoridades.

Momento em que a jovem se prepara para ser lançada da ponte sem qualquer corda DR

Bombeiros e equipes de emergência foram chamados ao local, mas a jovem não resistiu aos ferimentos causados pela queda. Os vídeos somaram milhões de visualizações nas redes sociais e tiveram grande repercussão na mídia brasileira. A Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo, é um local conhecido para esse tipo de atividade radical.

As autoridades abriram investigação sobre a morte da jovem para apurar responsabilidades pela negligência grave que resultou na falta da corda de segurança. Os funcionários da empresa foram levados pela polícia para prestar depoimento, e três homens permanecem detidos aguardando o desfecho da investigação.

A polícia trata o caso como homicídio involuntário. A prefeitura de Limeira, em comunicado, atribuiu responsabilidade ao governo federal, responsável pela fiscalização, manutenção e controle de acesso à ponte onde ocorreu a tragédia. Desativada há mais de três décadas, a ponte já foi palco de vários acidentes, incluindo a queda fatal de uma ciclista em abril de 2024.

“A responsabilidade pela fiscalização, manutenção e controle de acesso à Ponte do Esqueleto é exclusivamente do governo federal. A administração municipal e a câmara municipal, por iniciativa da vereadora Bruna Magalhães, já haviam encaminhado ofícios aos órgãos responsáveis cobrando medidas de segurança. Nenhuma providência concreta foi adotada”, diz o comunicado.

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