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Três horas. Muito boa noite, eu sou o Ricardo Lopes, está com a Rádio Observador. Altura de atualizarmos toda a informação. Vamos começar com a atualidade internacional. Esta noite, a Rússia está a lançar um ataque em larga escala com mísseis e drones à Ucrânia. Moscovo está a atacar particularmente Kiev com muita intensidade. Já há registro de oito feridos. O balanço é feito pelo autarca da capital ucraniana, Vitali Klitschko. Uma creche, um centro comercial e vários prédios residenciais foram atingidos, há um edifício de nove andares que colapsou. As autoridades locais confirmam que pode haver pessoas debaixo dos escombros. Segundo o Kyiv Independent, o jornal ucraniano, a primeira explosão ouviu-se na capital ucraniana perto da meia-noite, hora de Lisboa. Há relatos de cortes de energia e de que terão sido disparados pelo menos seis mísseis em direção à cidade. Outras cidades também foram atacadas, é o caso de Kharkiv, Zaporizhzhia e Dnipro. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky tinha alertado esta segunda-feira para a possibilidade de acontecer um ataque russo massivo e confirma-se. A Rússia também já tinha ameaçado na semana passada que iria realizar ataques sistemáticos contra instalações militares em Kiev. Olhamos agora para outro conflito no Médio Oriente. Donald Trump acredita que vai conseguir alcançar um acordo com o Irão já na próxima semana. É uma crença expressada esta noite em entrevista à ABC News. Na entrevista, o presidente norte-americano garante que está tudo a correr bem. Menciona, no entanto, que houve uma pequena falha, um pequeno glitch, é a expressão utilizada pelo presidente norte-americano, durante o dia de ontem, isto a referir-se à suspensão das negociações por parte do Irão devido aos ataques israelitas no Líbano. Donald Trump também acredita que um memorando de entendimento para a reabertura do estreito de Ormuz possa ser alcançado já nas próximas semanas. No entanto, o Irão chegou a ameaçar durante esta segunda-feira fechar por completo o estreito de Ormuz em resposta à ofensiva de Israel no Líbano. No entanto, Donald Trump, também na tarde desta segunda-feira, anunciou a suspensão dos ataques entre Israel e o Hezbollah. O presidente dos Estados Unidos fez o apelo diretamente a Benjamin Netanyahu numa publicação. Donald Trump escreve que teve uma chamada muito produtiva com o primeiro-ministro israelita. Agradece a Netanyahu por ter suspendido os ataques a Beirute e também por garantir que não vai enviar mais tropas. Netanyahu também já comentou, confirma a conversa, mas avisa Donald Trump que caso o Hezbollah ataque Israel, Beirute será fortemente bombardeada. A analisar estes recentes episódios do conflito, o major João Vieira Borges explica que a preocupação de Donald Trump durante este dia foi trazer de novo o Irão para as negociações e evitar o fecho total do estreito de Ormuz.
Há uma resposta imediata de Trump, no sentido de ir ao encontro daquilo que também foi dito pelo presidente, neste caso, Pezeshkian, que também tinha a ver, e não só ele, mas que a questão do Líbano era fundamental para todo o processo de paz. E portanto, lá esteve novamente Trump falar com o Netanyahu, arranjou contactos também para falar com o Hezbollah, no sentido de travar mais uma vez a situação no Líbano, de maneira que a situação da guerra com o Irão continuasse as negociações.