O deputado municipal e histórico do PS Miguel Coelho, que é também antigo presidente da junta de Santa Maria Maior, em Lisboa, decidiu suspender o seu mandato na Assembleia Municipal. A decisão surge na sequência das buscas em que é um dos visados, no âmbito da Operação Imergente.
“Perante as notícias que associam o meu nome às diligências hoje realizadas no âmbito da Operação Imergente, decidi suspender, com efeitos imediatos, o meu mandato de deputado municipal à Assembleia Municipal de Lisboa”, lê-se num comunicado assinado por Miguel Coelho.
“Faço-o para que esta situação não condicione o trabalho do Grupo Municipal do Partido Socialista, o normal funcionamento da Assembleia Municipal, nem fragilize a muito necessária fiscalização ao executivo municipal”.
Na mesma nota, o deputado municipal assegura que vai colaborar, “como sempre”, com as autoridades para esclarecer os factos. E garante que está de “consciência tranquila quanto à sua conduta” e que se defenderá “com a mesma honradez” que sempre procurou colocar no seu percurso cívico e político.
Miguel Coelho é o nome mais conhecido de entre os visados na mega-operação da PJ que fez várias detenções e constituiu mais de 30 arguidos, por suspeitas da prática dos crimes de prevaricação e participação económica em negócio, envolvendo a adjudicação de diversos contratos por parte de câmaras municipais e juntas de freguesia.
Na nota que emitiu sobre a operação, a PJ explica que estão em causa “procedimentos de ajuste direto ou de consulta prévia, em clara violação das normas legais aplicáveis e com evidente prejuízo para o erário público”. Um dos detidos na sequência desta operação é Duarte Moral, assessor de imprensa do PS.