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Os partidos à esquerda e também os deputados únicos do PAN e do Juntos pelo Povo recusaram o convite endereçado pela Federação Portuguesa de Futebol para assistir ao encontro de Portugal frente ao Congo, na estreia no Campeonato do Mundo de futebol, nos Estados Unidos da América. O PS alega dificuldades de agenda, apesar de agradecer o “amável” convite da FPF. A bancada socialista defende, no entanto, a necessidade de validação da Comissão da Transparência.

Em resposta ao Observador, o gabinete de José Luís Carneiro diz que o secretário-geral do PS ficou “muito sensibilizado com o convite” de Pedro Proença, mas que “por razões de agenda não poderá corresponder ao mesmo”. O líder do PS, acrescenta a mesma fonte, vai “viver intensamente a participação da Seleção portuguesa neste Mundial, procurando sempre que possível estar em espaços coletivos a apoiar a seleção”.

Já o líder parlamentar socialista, Eurico Brilhante Dias, também clarifica que a questão “não se coloca” por não poder ausentar-se do país nas datas dos encontros da fase de grupos. O líder da bancada do PS diz que a comissão parlamentar de Transparência e Estatuto dos Deputados deve pronunciar-se sobre o assunto, apesar de sublinhar que “não se pode confundir a FPF com uma empresa”.

Também o partido Livre dá conta de que vai rejeitar o convite endereçado pelo presidente da FPF, Pedro Proença, tal como o PCP que, depois de ter recusado comentar, agora confirma que “a líder parlamentar recebeu convite da FPF para o jogo inaugural da seleção” e que “não irá.”

Entre os deputados únicos, o PAN já tinha dado conta de que Inês Sousa Real não ia aceitar o convite e que vai assistir à estreia da Seleção Nacional em Lisboa, “torcendo por Portugal com o mesmo entusiasmo e orgulho com que o faria no estádio”. Também o deputado do Juntos pelo Povo, Filipe Sousa, diz ao Observador que recusou o convite por ter “outras prioridades: trabalhos parlamentares e projetos para apresentar e defender.”

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Mais vocal foi o deputado único do Bloco de Esquerda, Fabian Figueiredo, que publicou a resposta ao presidente da Federação Portuguesa de Futebol nas redes sociais. Na missiva, o parlamentar do BE começa por agradecer “com apreço, o convite para assistir ao jogo de estreia de Portugal no Campeonato do Mundo” mas diz que “as obrigações parlamentares que tenho em mãos impedem-me de estar presente” não só neste jogo de estreia mas também “nos seguintes”.