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O pai de Manuel Akanji é nigeriano. Ricardo Rodríguez tem pai espanhol e mãe chilena. O pai de Denis Zakaria é do Sudão e a mãe é do Congo. Breel Embolo nasceu nos Camarões. Murat Yakin, o selecionador, é filho de turcos. E poderíamos contar histórias semelhantes sobre Granit Xhaka, Djibril Sow, Dan Ndoye ou Noah Okafor. A Suíça é uma manta de retalhos composta por jogadores de origens distintas — e, para alguns, isso nunca foi tão importante como agora.

Suíça decide em referendo limitar a população a 10 milhões de habitantes

Numa altura em que a Suíça se estreia no Mundial 2026, o país atravessa uma fase em que vai decidir em referendo limitar a população a 10 milhões de habitantes, dificultando a entrada e a permanência de pessoas de outras nacionalidades. Ora, se essa medida já estivesse em vigor nas últimas décadas, os suíços não teriam Akanji, Rodríguez, Zakaria ou Embolo — e não teriam selecionador nacional.

Era neste contexto que a Suíça defrontava este sábado o Qatar, tendo a possibilidade de aproveitar o empate do dia anterior entre Canadá e Bósnia para assumir desde já a liderança do Grupo B. No sexto Campeonato do Mundo consecutivo, os suíços procuram pelo menos igualar o resultado das últimas três edições, em que chegaram aos oitavos de final, e sonhar com algo mais.

Do outro lado, na segunda participação num Mundial depois do apuramento automático em 2022 por ser o país-anfitrião, o Qatar aparecia no Campeonato do Mundo com as expectativas mais ajustadas à realidade, menos quimeras e um treinador europeu. Quase uma década depois de deixar Espanha à beira do Mundial da Rússia para ir treinar o Real Madrid, Julen Lopetegui estreava-se em Campeonatos do Mundo com uma seleção que dificilmente irá passar da fase de grupos.

Embolo com toda a calma do mundo ????????

A Suiça está na frente! #sporttvportugal #MUNDIALnaSPORTTV #MundialFIFA2026 #Catar #Suiça #betano pic.twitter.com/ngevaiQlWC

— sport tv (@sporttvportugal) June 13, 2026

Balde de água fria em São Francisco ????