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Depois de dois vereadores da Câmara de Lisboa (Sérgio Cintra e Carla Madeira), da presidente de Junta de Freguesia da Misericórdia (Carla Almeida), do ex-presidente de Junta de Freguesia de Santa Maria Maior (Miguel Coelho), do ex-presidente do PS/Oeiras (Rui Pedro Nascimento) e do diretor de comunicação do PS (Duarte Moral), é a vez de Vítor Ferreira, presidente da Câmara da Amadora. Ao que o Observador apurou, Ferreira foi constituído arguido durante as buscas judiciais de 28 de maio às instalações da autarquia que lidera. Ferreira é o 8.º arguido do PS na Operação Imergente.

Em causa estão alegadas suspeitas do crime de prevaricação. Vítor Ferreira é apontado como suspeito de não ter respeitado as regras da contratação pública ao recorrer a um ajuste direto de 2.200 euros (mais IVA) para um contrato do qual Duarte Moral é o beneficiário, relativo à redação de um discurso para a cerimónia do 25 de abril deste ano na Amadora.

Quarto detido da Operação “Imergente” é um ex-porta-voz do PSOE da Galiza. Faturou mais de 350 mil euros ao PS

De acordo com o site da Câmara da Amadora, as cerimónias do 52.º aniversário do 25 de Abril dividiram-se em dois momentos. Um primeiro, mais institucional, na Assembleia Municipal da Amadora e um segundo, no Parque da Liberdade do município. Neste último momento, foi inaugurada uma “peça artística (diorama)” de homenagem a Mário Soares, da autoria de Alexandre Farto, mais conhecido por Vhils.