México vence sem pressa e África do Sul termina com dois vermelhos na abertura do Mundial

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Apesar do diferente desfecho (2-0), a reedição do jogo de abertura do Mundial 2010 — com o México a retribuir a cortesia e a receber, nesta quinta-feira, a África do Sul no Azteca —, mostrou, desde muito cedo, as fragilidades de uma seleção que andou 16 anos a tentar regressar ao maior palco de seleções.

Num Estádio Cidade do México (ex-Azteca) com mais de 80 mil adeptos nas bancadas, os sul-africanos abordaram o jogo assentes num 5x3x2 demasiado curto para perturbar a siesta do anfitrião.

Um adversário pragmático, que ameaçou aos quatro minutos num disparo de Raúl Jiménez e marcou antes dos 10 minutos, por Quiñones. O primeiro golo do Mundial 2026 reforçava o favoritismo da seleção da casa, criando a sensação de que muitos mais se seguiriam.

QUIÑONES FAZ O PRIMEIRO GOLO DO MUNDIAL FIFA 2026 ??

1-0 para o México ????#sporttvportugal #MUNDIALnaSPORTTV #MundialFIFA2026 #México #ÁfricadoSul #betano pic.twitter.com/j3wn7jH6ei

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Mas a equipa treinada por Javier Aguirre não tinha pressa, usando como uma das principais virtudes a paciência, assente no controlo do jogo e na convicção de que a qualidade acabaria por prevalecer.

Na realidade, apenas o guarda-redes sul-africano fazia lembrar as irritantes vuvuzelas, negando o segundo golo dos “aztecas” num par de vezes. E quando a bola passava, encontrava o poste.

Perante este cenário, o México nunca se precipitou, deixando ao critério de Quiñones (avançado colombiano naturalizado mexicano) e Jiménez o momento de desferir o golpe decisivo. Sentença que tardou mais do que os adeptos mexicanos estavam dispostos a tolerar, temendo um golo dos “convidados” de honra. Mas esse temor não se justificava minimamente, já que os “rapazes” de Hugo Broos raramente chegavam à área contrária.

Estavam, por isso, condenados a uma estreia cinzenta, tingida de vermelho numa segunda parte que começou praticamente com a expulsão de Sithole (49’).

O México podia abrir mais uma faixa para acelerar num jogo de sentido único. O que conseguiu, com Raúl Jiménez a castigar a defesa sul-africana até chegar ao segundo golo do México, num cabeceamento fulminante que acabava com quaisquer aspirações a um resultado positivo neste regresso aos Mundiais dos “Bafana Bafana”.

Estava dado o golpe de misericórdia, embora o resultado não fosse minimamente pesado face ao desenrolar do encontro.

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Sem mais recursos, a África do Sul tentou resistir e fê-lo sem olhar a meios, o que lhe valeria novo cartão vermelho direto. Themba Zwane era expulso (84’) por agressão e deixava a equipa reduzida a nove elementos, com o único objetivo de evitar a derrocada nos últimos minutos.

O que foi conseguido num jogo que também deixou marcas no México, face à terceira expulsão da tarde, deixando o central César Montes de fora do jogo com a Coreia do Sul, na 2.ª jornada do grupo A.

tp.ocilbup@onidranreb.otsugua
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