PS acelera agenda ética após buscas e pede para ser assistente no processo da Imergente

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Mais de 24 horas depois das buscas à sede do PS, um membro da direção, Ricardo Bexiga, publicou nas redes sociais a notícia das sondagens positivas para os socialistas com a frase: “Há quem não goste destas sondagens…”. Pouco tempo depois apagou a publicação, por considerar que podia “criar mal-entendidos”. Não há praticamente um socialista que, em privado, não questione o timing e a “desproporção” da Operação Imergente, mas o discurso oficial é de cooperação com a Justiça e o partido decidiu mesmo pedir a constituição como assistente no processo. Na próxima semana, José Luís Carneiro “antecipa” medidas que tinha pré-anunciadas sobre ética no partido.

A ideia é avançar agora com esse trabalho interno, segundo apurou o Observador junto de fonte próxima do secretário-geral, e tendo como ponto de partida aquilo que Carneiro tinha sobre esta matéria na moção que aprovou no congresso do partido no final de março. Entre essas propostas estava a criação de um “Código de Ética dos Militantes e Eleitos Socialistas”, com regras atinentes à atuação na vida interna do partido e à atuação nos cargos externos de designação partidária.

Um destacado dirigente diz ser necessário um "escrutínio interno mais apurado e tomar atenção a casos que possam ser apontados e agir rápido para apurar". E admite que estas buscas "afetam o PS" e que devem ter como resposta "firme com quaisquer comportamentos desviantes, inclusive neste caso se as suspeitas se verificarem. E mesmo preventivamente."

Na moção, o líder defendia que esse código de ética passasse a constar dos Estatutos e fosse supervisionado por uma Comissão de Ética, prevendo ainda a criação de um canal interno de denúncias. Mas não diz muito mais do que isto. Não entra, por exemplo, numa medida que um elemento próximo de Carneiro defende, ao Observador, como um sinal que seria necessário nesta altura: “Quem presta serviços em permanência ao PS deve fazê-lo em exclusividade”. Evitaria um caso como o do assessor mais direto de José Luís Carneiro, que trabalhou para o partido ao mesmo tempo que tinha empresas a celebrar contratos de assessoria de comunicação com outras entidades.

Um destacado dirigente diz ser necessário um “escrutínio interno mais apurado e tomar atenção a casos que possam ser apontados e agir rápido para apurar”. E admite que estas buscas “afetam o PS” e que devem ter como resposta “firme com quaisquer comportamentos desviantes, inclusive neste caso se as suspeitas se verificarem. E mesmo preventivamente.”

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