Trump rejeita resposta do Irã como 'totalmente inaceitável' e impasse diplomático se aprofunda

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou neste domingo a resposta do Irã à mais recente proposta norte-americana para um acordo de paz permanente. "Acabei de ler a resposta dos supostos representantes do Irã. Não gosto — totalmente inaceitável", escreveu Trump na rede social Truth Social, sem dar detalhes sobre a recusa. Em outra publicação, o chefe de Estado acusou o Irã de "enganar" e "gozar" com os EUA há décadas e alertou: "Não se vão rir por muito mais tempo!"

Segundo a mídia estatal iraniana, a resposta de Teerã focou no cessar-fogo imediato em todas as frentes (incluindo no Líbano), na segurança do Golfo Pérsico e do Estreito de Ormuz, exigindo o fim do bloqueio naval norte-americano e o levantamento de sanções. O Wall Street Journal, citando fontes anônimas, informa que o Irã voltou a admitir a possibilidade de diluir parte de seu urânio enriquecido a 60% e transferir o restante para um terceiro país. No entanto, Teerã insiste que as negociações devem priorizar um acordo de paz e o fim do bloqueio, adiando discussões sobre o programa nuclear.

A administração Trump, que justifica a guerra pela necessidade de impedir que o Irã produza uma bomba atômica, propôs cessar os combates antes de negociar temas controversos. As negociações estão em impasse, apesar dos esforços diplomáticos. A proposta dos EUA já era uma contraproposta ao plano iraniano da semana passada.

Apesar do cessar-fogo desde 8 de abril, drones foram detectados no espaço aéreo de países do Golfo neste domingo, sinal da ameaça persistente. No Líbano, a trégua com Israel não impediu que tropas israelenses matassem mais de 50 pessoas no fim de semana. No Estreito de Ormuz, um navio do Qatar com gás natural liquefeito atravessou em segurança pela primeira vez desde 28 de fevereiro, com aprovação de Teerã para fortalecer a confiança do Paquistão e do Catar. Um graneleiro com bandeira do Panamá, com destino ao Brasil, também conseguiu passar, usando rota designada pelo Irã.

Trump sob pressão

Na véspera da visita de Trump à China, cresce a pressão para encerrar a guerra, que gerou crise energética global e ameaça a economia mundial. Questionado se as operações militares contra o Irã terminaram, Trump disse: "Eles estão derrotados, mas isso não significa que estejam acabados." O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que a guerra não acabou porque é preciso remover o urânio enriquecido do Irã, desmantelar instalações nucleares e lidar com os proxies e mísseis balísticos. Netanyahu defendeu a diplomacia como a melhor forma, mas não descartou a força. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que o Irã "nunca se curvará perante o inimigo" e "defenderá com força os interesses nacionais".

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