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As notícias com Miguel Pina Andrade.

A Rússia atacou de forma massiva Kiev e atingiu um mosteiro histórico da capital ucraniana. Há relatos de explosões. Pelo menos seis pessoas ficaram feridas depois de um ataque russo ao mosteiro Pechersk Lavra, que se incendiou esta madrugada. As autoridades locais apelaram aos residentes na área para procurarem abrigo. O ataque aéreo com drones atingiu um símbolo espiritual e cultural da capital ucraniana e danificou a rede elétrica, tendo deixado 140 mil pessoas sem energia. O autarca da cidade, Vitali Klitschko, afirmou numa mensagem no Telegram que o fogo afetou tanto casas como carros. O mosteiro, um monumento classificado pela UNESCO como Património da Humanidade, foi seriamente danificado. Kiev estava a ser alvo de ataques massivos com mísseis, segundo testemunhos recolhidos pela Reuters, um edifício residencial também estava a arder e várias explosões foram ouvidas. O acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irão vai ser assinado na sexta-feira, na Suíça. É o que anuncia o chefe de governo do Paquistão, país que tem desempenhado um papel de mediador nas negociações. Escreve o primeiro-ministro paquistanês na rede social X que após intensas negociações, o Paquistão tem o prazer de anunciar que o acordo de paz foi alcançado. Donald Trump confirmou também a assinatura deste acordo com o Irão. O presidente norte-americano escreve na rede Truth Social, de forma taxativa, que o acordo com a República Islâmica do Irão está agora concluído. Donald Trump dá os parabéns a todos os envolvidos nas negociações e garante que o documento prevê, com efeito imediato, a abertura do estreito de Ormuz, bem como o fim do bloqueio naval dos Estados Unidos da América. O Irão ainda não se pronunciou oficialmente sobre o acordo de paz anunciado por Trump e pelo primeiro-ministro paquistanês. No entanto, e de acordo com o New York Times, a emissora estatal iraniana afirma em tom glorioso que os Estados Unidos foram forçados a aceitar o fim da guerra. O secretário-geral das Nações Unidas já reagiu a este anúncio. Na rede social X, António Guterres saudou o acordo de paz, descreve-o como um passo crucial. Também no X reagiu o primeiro-ministro britânico. Keir Starmer afirma que está convicto de que a liberdade de navegação sem restrições deve ser restabelecida no estreito de Ormuz. Acrescenta que o Irão não deve ter uma arma nuclear nunca. Já o presidente francês, Emmanuel Macron, diz que os líderes do G7 vão discutir a reabertura a longo prazo do estreito de Ormuz. Vão também analisar as consequências do acordo de paz, o apoio ao Líbano e também a conclusão de um acordo sobre as atividades nucleares e balísticas no Irão. O ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, falou também sobre o acordo de paz este domingo. Barack Obama diz ter dúvidas quanto à eficácia do acordo. Para o antigo presidente norte-americano, nada garante que este acordo venha a trazer mais benefícios em relação ao que já estava estabelecido anteriormente.

É duvidoso que qualquer acordo que venha a surgir seja significativamente diferente ou represente uma melhoria substancial em relação ao acordo que já tínhamos e que funcionou durante muito tempo antes de nós, Estados Unidos, sairmos dele. Por isso, o que espero é que os bombardeamentos parem e que as pessoas comuns deixem de sofrer as consequências da guerra.

O antigo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sobre o acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irão, que vai ser assinado dia 19 de junho, em entrevista à ABC News. Declarações de Barack Obama, em entrevista à televisão norte-americana. Paulo Raimundo lança um desafio a Luís Montenegro. Quer que o primeiro-ministro retire o pacote laboral já no próximo debate quinzenal no Parlamento, na próxima quinta-feira. O secretário-geral do PCP diz que Luís Montenegro faria um grande serviço ao país se retirasse o pacote laboral da equação.